É triste, mas é preciso
Contar o que aconteceu
Com uma jovem querida
De um casal amigo meu
Que devido amar demais
Tragicamente morreu.
Trata-se de uma garota
Estudiosa e querida
Pelos pais e os irmãos
Dentro da sua guarida
Porém, por motivos outros,
Se despediu desta vida.
Zilma Soares da Silva
Era o nome da pequena
Seus pais e seus dois irmãos
Ainda choram com pena
Quando param pra pensar
E recordam da triste cena.
Dos 14 aos 15 anos
Zilma conhece um rapaz,
Nos dramas da adolescência
Apaixonou-se demais
E devido ele ser mais velho
Nada contou para os pais.
Quando Zilma completou
Os 15 anos de idade
Os amigos e amigas
Do seu círculo de amizade
Reuniram-se à família
Em grande festividade.
Dia 15 de janeiro,
Noventa e oito era o ano,
Sua mãe deu-lhe um vestido
De seda, caríssimo pano,
Realizando da filha
Sonho de primeiro plano.
A data dos dezesseis
Não trouxe bom resultado,
Pois, no transcorrer da festa
Alguém lhe trouxe um recado,
Dizendo que seu amor
Tinha se suicidado.
Daquele dia em diante
Zilma foi se sucumbindo
A vontade de viver
Cada vez diminuindo,
Mas não falava pros pais,
Da dor que estava sentindo.
Zilma sofria calada
Sem dizer nada a ninguém
E não suportando mais
A saudade do seu bem
Pôs, na cabeça, uma arma
E resolveu morrer também.
Em 17 de março
Do ano que transcorria
Seus pais voltavam pra casa
Quase no final do dia
E só encontraram silencio
Reinando na moradia.
Quando entraram na casa
Um pai chorou de aflição,
No peito de uma mãe
Quase para um coração
Ao ver o corpo da filha,
Sem vida, atirado ao chão.
Logo pensou-se em assalto
Seguido de homicídio
As opiniões se opunham
Como se fosse um dissídio
Até que achou-se uma carta
Confirmando o suicídio.
Dizia: papai Antônio
E Avanir mamãe querida,
Irmãos Lázaro e Evandro,
Companheiros de guarida
Me desculpem, mas não pude,
Continuar nesta vida.
Assim partiram dois jovens
Do mundo vil dos mortais,
A Terra perdeu dois membros
Em suicídios fatais
E Deus uniu duas almas
Conforme às leis divinais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário